Uma reflexão de um episódio de Grey's Anatomy.

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Em um capítulo de uma série que eu gosto muito, os médicos deveriam salvar a vida de um criminoso. Depois disso, uma das médicas, com a qual o rapaz sempre desabafava, decidiu ir ao dia de sua execução (ele havia matado cerca de cinco mulheres e foi condenado à morte). Embora o seu companheiro não tenha entendido a sua decisão, ele a esperou do lado de fora e a abraçou quando ela saiu da prisão aos prantos. Ele não concordava com a forma "carinhosa" que ela tratava o homem. Ele não entendia como ela podia sentir compaixão por alguém que assassinou cinco pessoas.
Eu confesso que eu também não entenderia, possivelmente por sentir compaixão somente pelas vítimas, mas quem pode dizer que não é possível sentir isso por todas elas e também por ele? No meu caso não é. Talvez eu não seja evoluída, talvez sejam os meus princípios falando mais alto, não sei. Mas o que eu quero dizer é que cada um se sente de uma forma. Cada coração, sem que a gente possa escolher ou justificar isso, bate mais forte por uma determinada causa ou alguém. É claro que é impossível sentir sempre da mesma forma que o outro. Em algumas vezes, nós tentamos protegê-lo por acreditar que sabemos o que é melhor para ele, por acreditar que podemos poupá-lo de um sofrimento futuro. Mas a verdade é que, assim como ele não é capaz de enxergar e sentir do mesmo jeito que nós, nós também não somos capazes de sentir o que se passa dentro dele.
Por isso, no fim das contas, o que podemos e devemos fazer é respeitar as escolhas de todos e, principalmente, nos manter (ainda que do lado de fora) prontos para abraçar aqueles que realmente amamos.
Afinal, até mesmo as mais estranhas escolhas deles (aos nossos olhos), também podem ser movidas pelo amor. E ele está acima de tudo.

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