O Carnaval e a minha criança interior.

10:00

Modelo: Camila Rech

Nunca fui fã de Carnaval. Cheguei até mesmo a me esconder dele uma vez, viajando com a minha amiga para um lugar super tranquilo (tão tranquilo que só tinha casais e todos achavam que nós também éramos um 😂).
Todos estes anos eu assisti as pessoas indo em bloquinhos, fantasiadas, brilhantes e com um baita sorriso no rosto. Confesso que sempre achei isso bonito, mas nunca senti vontade de participar e não era por ter 1.50 de altura e ser asmática (coisas que não combinam com muvucas). Bem, eu nunca havia sentido vontade até hoje.

Há alguns dias eu já estava namorando algumas fantasias femininas de unicórnio (aquelas que estão super na moda, com tiara do chifre e saias coloridas de tule). Ensaiei comprar uma, mas aí eu sempre pensava se eu não estaria sendo ridícula ou infantil. E sim, eu fui ridícula, mas por pensar assim.
Pela primeira vez, senti vontade de voltar a ser criança, me encher de cor e brilho e me divertir por aí. Mas quem disse que eu preciso voltar a ser criança? A nossa criança nunca morre dentro da gente. Ou não deveria morrer.

Enfim, eu acabo de comprar a saia e a tiara. Fiquei toda feliz. Parece - e talvez seja - algo bobo e simples, mas eu realmente fiquei feliz e não foi só por ter comprado algo que eu quero muito usar, mas principalmente pelo significado que tem por trás disso.
Eu resgatei a minha criança.
Eu priorizei a minha vontade, sem me importar com o que os outros podem pensar.
Eu me permiti fazer algo novo.
E quer saber? Eu vou cair na folia, vou dar risada e vou me divertir neste Carnaval que nem começou, mas já me fez entender que a alegria colorida e brilhante é muito bem-vinda e que a felicidade está em coisas simples como uma saia, uma tiara e um coração cheio de vontade de sorrir.

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