Uma foto, um sonho, o passado.

04:37


Eu sempre confessei que tenho uma enorme dificuldade de dizer adeus. Acho doloroso demais perceber que alguém que, antes era tão essencial em sua vida, hoje não passa de um desconhecido.

Sim, eu sei que decepções, mudanças e afastamentos fazem parte da vida. Sei também que são necessários para o nosso crescimento e para dar espaço ao que ainda deve chegar... Mas nem por isso deixa de doer, de ser estranho.
E aí hoje, a poucos dias do teu dia, eu sonhei com você.
No sonho nós estávamos juntas e eu te escrevia uma carta para você levar contigo - e ela era gigante, aliás.
Ainda não nos sentíamos totalmente confortáveis uma perto da outra (como foi no nosso fim), mas, contraditoriamente, não queríamos sair dali.
Assim como no sonho, nós tentamos, né? E não foram poucas as vezes, mas nenhuma delas foi suficiente. Algo insistiu em nos retirar uma da vida da outra (e assim permanece até hoje).

Enfim, tenho poucas notícias tua e a mais constante é a de que você está muito feliz. E sabe, eu sempre desejei isso, até mesmo na mágoa e no afastamento, como já te falei. Por isso, de alguma forma, saber que você está bem alivia o meu coração.
Já senti sim vontade de te procurar, de dizer algumas coisas... Mas eu sei que não faria sentido.
Então só me resta te guardar na memória, pedir para os sonhos pegarem mais leve com a tua presença neles e torcer por você aqui de longe e no silêncio. Afinal, muitas coisas entre nós mudaram, desabaram ou foram embora, mas o bem-querer... Ah, esse nunca deixou de existir dentro de mim.

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