Menina-mulher.

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Olhos que brilham com a inocência de uma criança, clamando por vida.
O sorriso, espontaneamente escancarado, não é de alguém que não sofre, mas de quem é dona de uma vontade incondicional de ser feliz (e ela deixa claro que quer que o mundo todo também seja).
O jeito leve de caminhar denuncia a sua liberdade de ser o que é, sem censura, sem preocupação.
Sua fé deixa explícita a sua bonita crença de que tudo está exatamente do jeito que deve ser.

Nada de "deixa a vida me levar"... Ela é que leva a vida, ora dançando, ora com o passo mais lento, mas jamais parada.
Ama a natureza e acho que nem percebe que é por pura identificação. Sua naturalidade e simplicidade são tão autênticas quanto a flor improvável que brota no concreto.
A gente sente que ela vê beleza em tudo, então se não tiver uma flor, ela planta uma na sua imaginação...

"Não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não para para que você o conserte". Ela é como o mundo: seu coração partido não a faz parar.
E sabe, isso é o que tem de mais bonito nela: a sua maneira de amar a vida incondicionalmente e de não se deixar abater nem mesmo pelas maiores dores (talvez porque todo este amor que carrega dentro de si mesma seja sempre a sua própria cura).

Olha Jota Quest, talvez ela até goste da banda, mas eu desconfio que ela não viva esperando por dias melhores como diz a sua música. Ela FAZ seus dias serem melhores.
"Tem olhos que contam segredos e medos que ninguém quer revelar, um mar de rosas imperfeito que parte ao meio pra ela atravessar. Eu sei quem eu sou!"
Ela sabe mesmo... Mas tenho a impressão de que quando sente que não sabe mais, se regenera, se reinventa, se descobre. E volta mais forte e mais dona de si do que nunca.

(Voe alto atrás dos teus sonhos, menina mulher. Voa longe... Mas jamais longe de si. O mundo precisa dessa tua fome de viver e desse teu jeito bonito de ser!)

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