A imensidão dos abraços que me acolhem.

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Não posso dizer que cheguei aonde quero ou que sou por completo o que almejo ser.
Ainda tenho muitos medos que moram aqui dentro, muitas dores que ainda não cicatrizaram e muitos momentos em que me sinto pequenina perto da imensidão dos sonhos que não alcancei.

Já pensei em trocar de cenário, em seguir em frente a quilômetros de distância para viver uma nova vida e desafiar a mim mesma (e eu admiro demais quem tem essa coragem), mas maior que a falta que eu sinto do que ainda não tenho, seria a falta que eu sentiria de quem faz parte de mim e ainda está aqui.
Talvez a perda de pessoas especiais me fez entender que o amanhã pode não existir.
Talvez os arrependimentos que coleciono por não ter estado mais perto e junto de quem partiu, me fez dar ainda mais importância para os que me rodeiam.

O mundo me apressa e eu mesma me pressiono, mas mesmo nas horas de incerteza, eu nunca tive dúvidas de que o mais importante na vida não é o QUE a gente tem e sim QUEM.
Por isso, quando o coração aperta e a mente atormenta, deixo o choro sair e tento encontrar a calma no abraço acolhedor de quem eu amo.
É claro que isso não apaga as minhas necessidades, os meus anseios e faltas, mas me faz sentir que, mesmo com tudo isso, eu sempre terei pessoas com as quais eu posso contar.
E esta, talvez, seja a maior conquista de todas para quem entende que sem amor nada somos e que o nosso tempo é curto e precioso demais para gastá-lo longe de quem amamos.

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