A partida de quem eu jamais desejei que fosse embora.

12:29


Doeu... Como um golpe inesperado e certeiro que pega a gente em cheio.
Perdi o fôlego, senti o meu peito em chamas e tentei segurar a lágrima que escapava junto com a minha mágoa. Essa mágoa que, depois de tanto esforço, estava ali, mas como pedra enterrada... Tão funda na terra que, quando pisada, nem dava para notar a existência da pedra.

Mas a pedra estava ali: dura, firme e viva.
Bastou me deparar com uma notícia tua para que toda a terra explodisse como um vulcão em erupção, trazendo à tona toda a minha (quase esquecida) dor. Não aquela dor de quem ainda ama, mas de quem amou muito um dia.
Aquela dor de quem construiu sonhos que se perderam em uma história interrompida, mas que vira e mexe se revive nas lembranças.
Aquela dor de quem ainda se pergunta como tudo pôde acabar como cinzas levadas ao vento.

Parecia amor... Amor daqueles que supera o tempo, que ultrapassa as razões.
Talvez tenha sido mesmo amor, talvez não.
O que eu sei é que eu teria te amado para sempre, já não restam mais dúvidas... Agora resta só mágoa.
Mágoa de quem amou aos gritos e assistiu partir em silêncio quem, no fundo, eu desejei que jamais fosse embora.

(Aqui dentro você nunca foi.)

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