A atração inevitável que você exerce em mim.

21:00


Já passava da meia-noite. Mais uma vez, a insônia me fazia companhia e eu desconfio que, se ela fosse me oferecer algo para beber, seria café para que eu esquecesse mais ainda do sono.
Peguei o celular, fiquei olhando as redes sociais naquele modo automático em que a gente nem consegue prestar atenção no que vê... Até que eu vi a sua foto.
Esqueci das preocupações do dia seguinte, do receio de que a insônia não fosse embora e de todo o resto.

Então me dei conta da atração inevitável que você exerce em mim, mesmo sem eu nunca ter te tocado.
Mesmo sem você ser - como dizem por aí - o meu tipo.
Mesmo te conhecendo tão pouco para justificar que é a sua forma de ser e pensar que me atraiu, porque na real eu não sei quase nada sobre o teu jeito.
A verdade é que eu não sei o que faz eu me atrair assim por você.
Só sei que sinto uma vontade louca de beijar tua boca e arrancar a tua roupa. Desconfio que você não se importaria, talvez pelos olhares sutis e envolventes, talvez pelos teus comentários que denunciavam uma certa malícia.

Sei também que de longe não seríamos um caso de amor ou de uma relação sólida.
Seríamos fogo, prazer puro e entrega com hora marcada para acabar. Acho até que depois da satisfação a gente iria se olhar e rir, pensando como é louco essas emoções rasas e, ao mesmo tempo, tão intensas.

É, agora o sono não vai vir mesmo. E a coragem de deixar tudo isso sair da imaginação e partir para o cara a cara também não.
Acho que no fundo eu sinto receio de que a realidade não seja tão instigante quanto a fantasia... Mas quer saber? Tenho ainda mais receio de que ela seja.
Por isso fico aqui idealizando as nossas aventuras em chamas sem permitir que eu me queime.

(E se um dia eu me arrepender disso ou mudar de ideia, meu bem, é bom você se preparar.)

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