Sobre o ódio e o perdão.

16:19


"Há tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de colher o que se plantou. As almas felizes de estarem juntas procuram-se, e quando se reencontram é como amigos na volta de uma longa viagem... Mas adversários se reencontram para extinguirem os ódios que ficaram sem solução...” 
Trecho citado no episódio final da novela "Além do Tempo". 
Até mesmo eu, que não sou nem um pouco exemplar quando se trata de lidar com os próprios sentimentos e emoções, fui tocada por esta mensagem. 
O ódio é um veneno que toma conta da gente e é difícil demais controlá-lo, principalmente porque para um coração machucado, uma mente decepcionada e uma alma ferida é quase impossível encontrar uma cura imediata. É claro que o senhor da razão, o tempo, é um grande aliado para esta enfermidade, mas às vezes ele não é o bastante. Às vezes é preciso que ele passe muito para que a gente finalmente consiga se libertar da mágoa, do rancor. E quando a gente não consegue, a vida insiste em dar o seu jeitinho de fazer isso acontecer, possivelmente nos fazendo encarar justamente aquilo que tanto nos assombra. Tendo essa consciência, talvez fique mais fácil a gente dar o primeiro e mais difícil passo: o de desejar a liberdade destas emoções negativas. O de perdoar ou, no mínimo, de deixar ir o que já não merece mais fazer parte de você. 
"Então, é possível, que tenhamos raiva ou que tenhamos ódio, é possível, sem termos direito para isso. Porque o ódio que sentirmos ou a cólera que alimentemos recai sempre sobre nós, no sentido da doença, de abatimento, de aflição e só pode nos causar mal, já que deixamos, há muito tempo, a faixa da animalidade para entrarmos na faixa da razão. Somos criaturas humanas e por isso devíamos sentir a verdadeira fraternidade de uns para com os outros, sem possibilidade de nos odiarmos, porque os irmãos verdadeiros nunca se enraivecem, uns contra os outros."  
(Chico Xavier).

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