Rompimentos.

16:15


Todo rompimento dói, seja ele uma escolha sua ou uma escolha do acaso. 
A gente se acostuma com algo ou alguém que permaneceu na nossa vida por muito tempo, que teve uma importância relevante e que se enraizou de alguma forma lá dentro de nós. É por isso que esses finais doem, porque de repente a gente tem que passar a se acostumar com a ausência do que antes era uma constante presença. E recomeçar do zero exige uma força de vontade que nem sempre surge rapidamente. 
Então aí a gente entra no casulo, no nosso próprio abrigo, fecha um pouco mais o coração e abre os olhos para reavaliar tudo o que passou e planejar o que deve vir. E dizer adeus e recomeçar do zero às vezes dói, mesmo sabendo que um dia vai passar. 
A gente vai tendo que lidar com todo aquele processo de desapego, tentando recuperar o nosso equilíbrio para decidir o que merece ficar e o que merece ir por não fazer mais sentido... Até que os dias vão passando, as lágrimas vão secando, o coração vai se acalmando e você vai se reinventando, se permitindo sentir uma nova forma de viver, com novos caminhos a trilhar e um novo jeito de ser. 
Daí vem a parte mágica daquela mudança que por tanto tempo nos entristeceu: vemos que ela foi fundamental para abrir espaço para algo melhor. Quando uma história acaba é a forma que a vida encontra para nos dizer que já extraímos dela o que tínhamos que extrair, que já tivemos todos os aprendizados necessários ali. 
E aí chega a hora de seguir em frente e explorar uma direção diferente, enxergando que você não só recebeu algo melhor, como também tornou-se uma pessoa melhor e mais forte do que antes... E o que existia antes se foi porque seria pouco para o que você merece ter hoje.




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