Apenas ao que acrescenta.

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Eu demoro para cansar, principalmente quando eu gosto, mas quando eu canso, não tem volta. E, geralmente, não são as grandes atitudes que abrem os meus olhos, mas a sutileza dos pequenos gestos e tudo aquilo que não é dito, mas grita nas entrelinhas. 
E aí meu deixo levar pelo cansaço, decretando o meu silêncio, despertando a minha cautela e mantendo a minha intuição em alerta. Infelizmente, por mais que exista um grande sentimento de carinho e de admiração, as relações vão se enfraquecendo aos poucos quando a gente se depara com certas contradições, ausências e falhas. 
Erros são inevitáveis, é claro, mas alguns ficam falando baixinho no nosso ouvido: "não seria assim se realmente se importasse com você". E a parte difícil de lidar com essas situações (além de ser algo que magoa, obviamente) é que certas coisas são naturais quando queremos o bem de alguém, por isso não adiantaria falar ou tentar "resolver"... se as coisas mudassem, provavelmente não seria algo espontâneo, pelo contrário. 
E então você vai percebendo que não tem outro jeito: é preciso aprender a filtrar o que você pode compartilhar, com quem você deve contar e, principalmente, quando é o momento de se preservar. Certamente, o número de presenças cai quando você decide deixar somente quem vale a pena, quem realmente está com você em qualquer circunstância, mas fazer esta escolha é também uma prova de que você está mais próxima de si mesma, dando espaço apenas ao que acrescenta e ao que merece fazer parte da sua vida.




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